Amor
Amar é animal e é normal mas não banal. Pode obviamente ser anal mas deixa de ser da alma para ser carnal. Que tal se tal apenas adquirir a formal e natural forma mamal de amar amando. Por sinal amar bem pode soar a boca.
Boca
Beber a boca deve ser bem bom. Balbuciriam bem umas quantas bocas sedentas de beber uma baba de boa boca alheia de sabor a bem bom. Bom. Bem o beijo das bocas bebe-se como se bebem as boas bocas brancas de frio ou brancas de neve. Bocas de beber com sabor a coxa.
Coxa
Com que recortes do corpo se conseguem comparar as coxas? Como se conseguem focar cem coxas a rodopiar nos olhos com a crença de conseguir captá-las para as conservar com conteúdo e com tudo, contudo com cabelinhos e com curvas bem roliças com carícias comprometidas. Consegue-se. Com sexo e desejo.
Desejo
De dar duas dedadas de dedos desejados desde há muito. Desejo de dar e seduzir para depois de dar ainda desejar possuir e de ter antes de dar e de dar depois de ter. Desejar dentes e dedos e dorso e delicados desejos segredados dentro de dias e de noites dentro de eros.
Eros
Era o deus do amor. E de deus do amor deixou o desejo em eros de errar de ser em ser, de em em em e sem deixar de ser eros errando se é bem essa a certa maneira de ser eros errando mas sem errar e sem ser amor indesejado na forma.
Forma
Força a forma a ser formal consigo mesma por força da farsa feita fugazmente de forma fática fazendo fé de formar e não deformar. Forma fatídica e não fodítica que faz força e fugazmente força a sua forma a fugir à força que deforma. Mas quanta força faz com que a forma se deforme por força da deformação que a força impõe à forma? Faz de conta que forma se forma a gosto.
Gosto
Gasto o gosto de gostar só por gosto gustativo. Fica agora o gesto gesticulante gesto emergente de grandioso e galante gestação do grande gosto da ilusão. Grande garganta e grande gaita galante gesto de gigante gesto. É uma questão de horta.
Horto
Hora de horto de incêndio. Hirta e ardente hoje e doravante por haver. Há sim haveres que são afazeres. Há sim deveres à hora da incendiar o horto. E há a íris.
Íris
Imitando o olho a íris ri. Sim ri. Assim a íris ri de si e de mim. Ri assim por saber rir de si e para si. É assim tão tão em si que só de si e para si sabe assim rir de mim. De tanto rir faz jorrar.
Jorrar
Já. Já e hoje com queijo sobre os joelhos. Jorrar queijo de desejo é já mais que jamais seja jurado por um solfejo e julgado por um simples beijo. Já por detrás da capa.
Kapa
Não sei se Kierkegaard ou Kant seriam sexy de kilt para uma mulher sem língua, no mínimo kitsch.
Língua
Ler lentamente o leite da língua. Ler o leite lentamente latente reluzente e luzidio. Ler a língua a lamber o líquido lilás de um olhar. A língua de lã é calor de fel. A língua de licor é lambida lentamente pela mão.
Mão
Mais do que com a mão é mesmo a mão que mente mais do que menos mesmo se se mete mais ou menos na melhor mama. Menos do mesmo e mais ou mesmo se a mão mimar mesmo o mel de mãoziar a mesma nudez.
Nudez
Nada de nus. Tudo nem vestido nem despido nem nada. Nada de nada e data de nata ou nada de nata e data de nada não diz ser amada nem nada mas nega a ninhada inata no hino e no imo do nó. Que também é conhecido por olho.
Olho
Olhar o olho nos olhos e olhá-lo ostensivamente no branco do olho até que o olho se feche de olhar. Olha que não olho se não olhar mais ou melhor do que olhar o outro olho de cor. Ocre de cor e odor a amor é o olhar de sonhar com amor de bocejar. De tanto estar de pé.
Pé
Pé e polegar para quem percebe são poucos mas pertinente pós de perlimpimpim. Pelos perpétuos prazeres dos pés e pela preguiçosa papoila põe em pé a pauta da parcimónia. Por favor no quarto.
Quarto
Que quarto e quantos quartos? A quatro ou tantos quantos que mais sei que quantos mais que encantam no quarto cantam enquanto. Tiram a roupa.
Roupa
Rasgar. A roupa é para rasgar. Renitente ou reluzente rarefeita ou rezingona rastejante ou repugnante de riso e sorriso ou grito surdo. A roupa é para rasgar. Mas só se houver um sorriso.
Sorriso
Sai. Sem ti não sei estar. Sorriso e sem som. Sorrir assim sem sim sem mim sem mais sem ser saber e segredar e segregar e ser sorriso sendo sem ser satisfazer sabendo ser. Sorriso sem ter.
Ter
Ter ou não ter. Terá de ser o ter a terceira tez. Ter é mais que querer é ter sobretudo tendo dentro de tudo o que se tem tido é ter o nunca tido até então. Então é ter em tudo o que se pode ter é tentar mais do que ter é meter. Por que não no umbigo?
Umbigo
Um umbigo é um brilho de um eu uno. É sempre único. Um umbigo velado é um véu de céu sobre um seu umbigo. É por debaixo do véu.
Véu
Ver o véu venerando a vénus que veste as suas vestes veladas pelo verde do véu. É verde o véu de ver é dever ver o véu de ver verde visto e dispo a vénus. A beber whisky.
Whisky
Com música de Wagner no walkie-talkie e uma xícara de risos.
Xaile
Xerografado para esconder uma excitante xifopagia e deixar asfixiar o sexo deixado. E grego.
Ípsilon
Como o Yin sem yang, um corpo sem outro deseja sempre uma fusão na concavidade yoni.
Zás
Zeus está a zelar para que no zénite o regozijo seja zen.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
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