Era por causa do solo
era pelo tapete
a deslizar sob os pés sempre em movimento
levitar
era por causa da terra
corpo cru de braços longos
era por causa do sol
na pele macerada pelo tempo
era por causa de ti
Foi por mim que segui a solo
foi no rés-do-chão que cresci a voar
no terrário das aranhas e dos bichos de conta
foi no meu colo que me ergui
a solo
É do chão que levanto a pedra azul rectangular
para levá-la ao sétimo selo
Será como uma formiga trompetista
a janela aberta para dentro
corpo cheio de leite de arroz para adocicar a falta de ar
na pele de um animal negro
mamífero nocturno e prenho no feminino
Cordas de graves sonoridade no agudo do trompete
engano sobre engano a trair
atrair
o solo
de uma vez por todas
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário