quinta-feira, 7 de agosto de 2008

nunca tinha visto nada assim

quando os esgueires se esconderam dos olhares ocultos por detrás das sombras brancas
vieram de trás
lá de trás
por detrás da brancura da sombra que é o contraste das órbitas. das pupilas. de cada íris
trouxeram em correntes in-vistas pesados olhares
maus olhados
bons olhos mal olhados
olho-os a olharem para ti
vejo que olham para mim
bons olhos os vejam
numa linha de fuga constante
a sair do ponto da superfície do meu corpo que cruza à tangente a hipérbole do teu olhar
o dela e o vosso
clinamen:
são linhas transversais de olhares molhados pela água das lágrimas que sugam a seiva de uma língua nunca vista apenas provada
impressa
prova de cor nos olhos cegados de tanto in-ver. inverter. verter sem nunca ter. visto

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