quando os esgueires se esconderam dos olhares ocultos por detrás das sombras brancas
vieram de trás
lá de trás
por detrás da brancura da sombra que é o contraste das órbitas. das pupilas. de cada íris
trouxeram em correntes in-vistas pesados olhares
maus olhados
bons olhos mal olhados
olho-os a olharem para ti
vejo que olham para mim
bons olhos os vejam
numa linha de fuga constante
a sair do ponto da superfície do meu corpo que cruza à tangente a hipérbole do teu olhar
o dela e o vosso
clinamen:
são linhas transversais de olhares molhados pela água das lágrimas que sugam a seiva de uma língua nunca vista apenas provada
impressa
prova de cor nos olhos cegados de tanto in-ver. inverter. verter sem nunca ter. visto
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
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