O comboio parou numa estação
inteira sem amor
um homem saiu
do comboio sem ninguém
passou um tempo
algum
passou tanto tempo sem amor
um homem sem ninguém
uma estação inteira
meu amor
um grito de máquina
bruma de vapor
mala de pele intocada
nas luzes da estação inteira
sem cor
esse mesmo homem sem
ser homem sem
ser inteiro numa estação
sem ser homem
sem amor
sem homem ser
nessa estação
meu amor
até que um apito fisiológico
som sem dor
estridente nos olhos já sem cor
despertou a ausência
da presença inteira
sem sentidos e sem clamor
na desistência incerta do amor
numa estação deserta
de corpos abertos
ao amor
sábado, 12 de dezembro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário